sábado, 29 de agosto de 2015

QUANDO O AMOR VACILA

POR RICKARDO MEDEIROS


Dizem que quem ama não vacila. Será assim mesmo? Será que é realmente possível viver uma relação isenta de vacilos? Se você respondeu sim penso que seria bom  rever suas opiniões a cerca dos relacionamentos.
É certo que durante toda a nossa vida amamos em uma gama de afeições díspares em níveis e intensidades, e claro, estes sentimentos costumam receber milhares de rótulos: amizade, carinho, ternura, companheirismo, entre outros. Porém, na realidade, o que costumamos constatar é que nem sempre quem diz amar, esse amor dá-se por vias incorruptíveis. Um exemplo disto pode ser visto em certos tipos de relações estáveis, onde encontramos o exercício do “contrato” mascarado sob a roupagem do “amor”. Aqui, diante das inúmeras dificuldades de convivência, os cônjuges numa hora ou outra, ou num determinados tempo, acabam transformando suas juras de amor em algo secundário que fica guardado dentro do próprio lar, ou em uma gaveta.
Mas, será que  a infidelidade é inerente ao ser humano? O amor poderá nos blindar contra os desejos que surgem involuntariamente? Diz-se que, enquanto no amor temos a compensação daquilo que nos falta, nos outros não encontramos o  apreço, porque o objeto do amor torna-se  alvo de todo afeto. Desta forma, quando alguém nos diz que nos amará para sempre está jurando um comportamento constante de fidelidade. Podemos afirmar com certeza, que o que ela sente por esta pessoa é tudo o que comporta sua área de afetividade.  Isto porque o amor é um sentimento que predispõe a alguém. Mas aqui o meu foco está voltado para o exterior, para o lado altruísta do ser humano, baseado nas experiências amorosas de minha vida.
Como o amor não cobra, não exige, simplesmente quem ama deve ser  incondicional. Para estes indivíduos, a própria felicidade encontra-se atrelada ao bem-estar daqueles que eles escolheram ser o objeto de seu apreço, pois eles bem sabem que é impossível separarmos aquilo que nunca esteve unido de fato e que o amor pode se expressar de outras formas aquém da exclusividade física. Certamente, aqui não queremos dizer que a exclusividade sexual é uma utopia. O fato é que o amor não nos blinda quando outro alguém, que julgamos atraente, cruza nossos caminhos. Porém, se estamos focado no objeto do nosso amor, esta pessoa é por que talvez eu a tenha escolhido, me trará razões suficientes para superar certos vacilos. Lembremos que o tempo é um grande sábio e, como dizem, o melhor remédio para curar nossas feridas e enxergarmos com clareza a realidade das nossas vidas.   Quando o amor se faz presente em nossos corações, conseguimos nos perdoar e aos outros também, entendendo que as pessoas passam por nossas vidas, para que possamos vivenciar lições úteis ao desenvolvimento de ambos. 
Aprendamos, pois, a transformar o amor em amor, a olhar o que de positivo fica depois de tantos erros. Pois sabemos que o que fica de uma relação é o que de verdadeiro existia nela: carinho, amizade, respeito (sinceridade). Porque o respeito ultrapassa a dimensão do outro. É preciso respeitar-se a si mesmo, despojando-se dessa falsa ideia de que amor nos torna super-homens. O amor não precisa de condições, ele basta por si só. Sendo assim, se apenas podemos refletir no mundo aquilo que temos dentro de nossa alma, que este algo seja o exercício do AMOR INCONDICIONAL, pois através dele os erros nunca encontrarão espaço para interromper uma verdadeira história de amor.

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